O sol poente tingia o céu de um carmesim aveludado, lançando sombras longas e suaves sobre os Jardins Secretos do castelo. O ar, antes pesado com o cheiro da casta opressão de Isolde, estava agora impregnado com a fragrância das Lunárias Púrpuras, que se abriam em uma celebração eterna de pétalas ametistas. Este lugar, onde o medo outrora paralisara os sentidos de Freya e a vigilância de Cedrik fora uma arma de controle, transformara-se em um templo vivo de sua devoção. As fontes de mármore jorravam água cristalina, um som rítmico que parecia ditar a pulsação de um reino em paz. Cedrik observava Freya de uma distância respeitosa, admirando como ela se movia entre os arbustos. Ela parou diante do mesmo canteiro que, meses atrás, sugerira sua natureza divina ao florescer sob seu toque. Agora, toda a vegetação ao redor dela inclinava-se em sua direção, como se o solo reconhecesse a soberana de sua alma. Ela usava um vestido de seda branca, leve como uma brisa, que delineava sua silhuet
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