O Salão Nobre do Palácio dos Bandeirantes estava saturado de uma opulência que Helena sempre considerou performática. O evento beneficente anual em prol da educação tecnológica — uma causa que ela abraçava com fervor genuíno e que Caio utilizava como vitrine estratégica — era o tipo de terreno minado onde a diplomacia era apenas uma máscara fina para o canibalismo corporativo. Helena ajustou o decote do seu vestido longo de seda grafite, sentindo-se estranhamente exposta. Ela não estava ali par