O Solar da Rainha era um vácuo de ordem gélida no meio da sinfonia de destruição que consumia o restante do castelo. Cedrik entrou, suas botas pesadas deixando rastros de sangue e fuligem sobre o mármore imaculado, mas Isolde nem sequer se sobressaltou. Ela permanecia sentada em sua poltrona de bétula, as mãos cruzadas sobre o colo, observando o reflexo do filho no espelho de obsidiana. O contraste entre o príncipe, transformado pela fúria em uma abominação magnífica e letal, e a rainha, que mantinha cada fio de cabelo prateado em seu devido lugar, era a personificação do conflito entre a natureza e a tirania.— Você demorou, Cedrik — disse Isolde, sua voz desprovida de qualquer emoção humana, soando como o vento soprando através de ossos ocos. — Eu esperava que o treinamento que lhe dei o tornasse mais rápido na execução de uma invasão. Decepcionante.Cedrik parou a poucos metros dela, o peito arfante, as garras ainda estendidas e gotejando. Seus olhos dourados não tinham m
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