A luz fluorescente do escritório de Helena Duarte parecia mais fria do que o habitual naquela madrugada. Sobre a mesa, o brilho azulado de três monitores iluminava seu rosto, revelando olheiras que nem o corretivo mais caro conseguiria esconder no dia seguinte. À sua frente, uma cascata de notificações vermelhas indicava o colapso iminente de sua cadeia de suprimentos. O relatório que Ricardo, seu diretor financeiro, deixara antes de sair — com os ombros curvados pelo peso do pessimismo — era u