Passei a semana inteira cuidando de William, e, juro, foi a semana mais confusa da minha vida. Ele ficou febril por três dias seguidos. Tremia, suava, delirava às vezes, mas nada como antes. A infecção cedeu rápido depois que comecei o tratamento, mas a febre demorou a sumir de vez.A cada dia que eu entrava naquele quarto, eu sabia exatamente o que ia encontrar: William tentando se levantar, como se o orgulho fosse mais forte que a dor.No quarto dia, quando tentei trocar as ataduras, ele afastou a minha mão.— Eu não preciso disso — a voz saiu rouca, irritada.— Precisa sim — respondi, sem paciência. — Você sabe que precisa.— Eu posso fazer sozinho.— Você não pode nem ficar de pé direito.Ele me lançou aquele olhar sombrio, orgulhoso, quase ofensivo.— Não gosto de depender de você — cuspiu, como se admitir aquilo fosse veneno.Antes que insistisse, tentou se mover outra vez e falhou, o corpo cedendo contra o colchão.Caminhei até o canto do quarto e peguei o bacio. Ele
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