O ar no escritório parecia carregado de eletricidade, cada respiração nossa um trovão contido. Alessandro me encurralara contra a parede, seu corpo imenso bloqueando o mundo lá fora — o mar, a família snob, os segredos do clã. Seus olhos azuis escuros queimavam nos meus, fúria misturada a algo mais primal, mais perigoso. “Cresça e escute os filhos, Don”, eu havia disparado, voz rouca de raiva e verdade. Tentei sair, mão no trinco da porta, mas ele bateu a palma aberta na madeira acima da minha cabeça, trancando-me de vez. — Aonde pensa que vai? — rosnou baixo, rosto a centímetros, barba rente roçando meu queixo. Calor dele invadia minha pele, tatuagem Famiglia pulsando no peito nu sob a camisa aberta.Empurrei seu ombro, estavamos nos desafiando. — Pra longe de você. Me solta.Ele riu sombrio, sem humor, corpo pressionando o meu contra a parede fria. — Não até aprender. Me contradiz na frente da família? Sugere psicólogos pros meus filhos? — Uma mão desceu pro meu quadril, dedos
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