A manhã na sala de estudos começou com uma tentativa genuína de alcançar Lorenzo. Espalhei lápis de cor e papel sulfite na mesa baixa, Rex deitado ao lado como espectador fiel. O menino de 6 anos observava com aqueles olhos grandes e distantes, empilhando carrinhos enquanto eu falava suave.
— Lorenzo, desenha o que você gosta? Casa? Família? — incentivei, lembrando das pesquisas sobre mutismo seletivo. Ele pegou um lápis vermelho devagar, traços hesitantes formando uma casa simples.
Mas então…