TARYNO quarto que ele me leva fica próximo ao meu, embora eu tenha certeza que ele tem outros pela casa. Como na ala da Kalinda.Reconheço antes mesmo de entrar, o espaço amplo, sóbrio, marcado pela presença dele em cada detalhe. As cortinas pesadas filtram a luz das tochas externas, deixando tudo em tons quentes e baixos. O cheiro é familiar. Ele me leva até a cama e me ajuda a sentar com cuidado.— Fique aqui — diz. — Vou mandar Dina vir ajudar com o banho.A ideia faz meu rosto esquentar imediatamente.— Não precisa… — começo, mas minha voz sai fraca demais para sustentar a objeção.— Precisa, sim — ele responde, sem dureza. — Você mal consegue se manter em pé.Ele se afasta apenas o suficiente para chamar um criado à porta entreaberta, dá ordens curtas, precisas. Água quente. Comida leve. Dina. Quando volta, já estou tentando ajeitar o vestido amassado, consciente demais do meu estado, da aparência, da vulnerabilidade exposta— Eu… sinto muito — murmuro, sem saber exatamente pel
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