TARYN
Quando torno a despertar, o quarto está mergulhado num silêncio espesso. Não sei dizer quanto tempo passou. A luz dourada já não atravessa as cortinas com a mesma suavidade; agora é mais pálida, inclinada, denunciando que o dia avançou sem mim.
Estou sozinha.
O primeiro impulso é sentar, mas meu tornozelo responde com uma dor aguda, precisa o bastante para me arrancar o ar. Mordo o lábio para não gemer. A cabeça pesa, o corpo inteiro parece envolto em algodão molhado, mas estou desperta. D