TARYNSigo as orientações de Dina.Fico no quarto.Não por obediência cega, mas porque entendo rápido que não é apenas o povoado que me acusa. Os empregados também estão me olhado estranho, ainda pior do que quando cheguei.As horas passam lentas, viscosas. A chuva diminui, vira um chuvisco insistente, mas o som das vozes não desaparece por completo. A multidão se dispersa aos poucos, contida pelos guardas do alfa que mantêm a propriedade protegida, firmes, imóveis, como uma muralha viva.Mesmo assim, sempre há alguém.Uma voz isolada no portão.— Bastarda!Às vezes um sussurro. Às vezes um grito rouco, cansado, mas carregado de ódio.— Assassina.Fecho os olhos quando ouço. Não porque as palavras doem, mas porque começam a soar familiares demais.Sento na beira da cama, os dedos apertando o tecido do vestido. O quarto parece grande e silencioso demais. Até o calor que me incomodava antes se foi, deixando um frio estranho, interno.Penso em Caius.Na ausência dele.O vínculo, seja lá
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