A luz da manhã entrou pela janela como quem invade um segredo.Suave, quente, espalhando brilho sobre os lençóis bagunçados, sobre as roupas pelo chão… e sobre os dois corpos ainda entrelaçados.Ashiley acordou primeiro.Por um instante, achou que estava sonhando.O braço forte de Gustavo envolvia sua cintura, o peito dele colado às costas dela, a respiração lenta e tranquila batendo em seu pescoço.Ela fechou os olhos de novo, sorrindo, sentindo um calor doce se espalhar pelo peito.Ele parecia… leve.E ela também.Era a primeira manhã, em muito tempo, em que ela não acordava fugindo de algo.Quando tentou se mexer, ele a puxou ainda mais para perto, sem acordar completamente.— Hum… não foge — ele murmurou, a voz grave e sonolenta.Ashiley riu baixinho.— Eu só ia levantar.— Proibido — ele disse, com a voz arrastada. — Cinco minutos. Só cinco.Ela virou o corpo para encará-lo.Gustavo estava com os cabelos bagunçados, o rosto relaxado, as pálpebras meio cerradas.E mesmo assim, ele
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