CAMILA NOGUEIRA O barulho era alto. Tiros, vidro quebrando, gritos. Eu estava encolhida no canto do quarto, com Hope apertada contra meu peito. Ela chorava, um choro alto e estridente de pavor, e eu tentava abafar o som com meu corpo, tremendo da cabeça aos pés. De repente, a porta do quarto foi aberta com um chute. Levantei os olhos, esperando ver Arthur. Mas não era Arthur. Eram dois homens vestidos de preto, com máscaras de esqui cobrindo o rosto. E atrás deles... Felipe. Felipe entrou no quarto. Ele parecia pálido, suando frio, segurando uma pistola de forma desajeitada. Ele olhou para mim, depois para a bebê. — Vamos, Camila — ele disse, com a voz trêmula. — Rápido. — Felipe... — sussurrei, horrorizada. — O que você fez? Um dos homens mascarados perdeu a paciência. Ele avançou e agarrou meu braço, me puxando com violência. — Não machuque ela! — Felipe gritou, mas o homem o ignorou, empurrando Felipe para o lado como se ele fosse um mosquito. Fui arrastada
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