ANGELINE HARRINGTON Na manhã seguinte, acordei em meio a uma suavidade desconhecida. O quarto era luxuoso e belo, a cama um convite ao esquecimento. Mas, ao me levantar, aquele pensamento veio: logo mais, ao descer, eu me sentiria como um objeto em exposição, um troféu estranho que Nikolai decidira exibir para sua equipe. Andei pelo quarto aquecido, sentindo na pele o contraste brutal com Dunyavin. O conforto era real, palpável, mas a sensação de ser algo preparado, um "enfeite exótico” em uma prateleira nova, persistia, como um sabor amargo sob um doce. Vesti as roupas que Mila havia deixado para mim — a mando de Nikolai, ela dissera. Não eram bonitas no sentido fashion, mas eram incrivelmente confortáveis, de lã macia e cortes simples, perfeitas para o frio cortante lá fora. Desci as escadas principais, meu coração batendo forte. A mansão a luz da manhã era ainda mais deslumbrante: luzes baixas, obras de arte discretas, um silêncio caro. Me sentia um ser de outro planeta ali. Fu
Leer más