NIKOLAI VOLKOV Quase três semanas. Três semanas de caça, sangue frio e estratégia implacável. Agora, em meu escritório, olhava para o relatório final. Todo o carregamento de armas estava de volta em meu domínio. Podia quase sentir a fúria impotente de Ivan Chernov do outro lado da cidade, e o pensamento me enchia de um prazer sádico, profundo e silencioso. A tensão dos últimos dias, no entanto, ainda estava cravada em meus músculos, um resíduo tóxico que precisava ser expurgado. Decidi comemorar. Não em um restaurante chique, mas no Klyk Zimy, meu clube privativo. Um porão de tijolos aparentes, néon azul e vermelho, fumaça densa e o ritmo pesado de música industrial. Era um lugar para homens do meu mundo desabafarem. Bebida forte, cigarros, e as devochki — as garotas — que entendiam as regras não ditas de um clube BDSM. A brutalidade era uma linguagem franca ali, e eu precisava falá-la. Escolhi um canto escuro, um copo de vodka congelada na mão. Meus olhos percorreram o ambiente, av
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