O pouso foi suave, mas o leve balanço fez Amália se mexer, tentando se acomodar. Ainda meio sonolenta, percebeu que não estava em sua cama. Abriu os olhos e, na penumbra suave da cabine, encontrou o olhar de Glauco fixo nela, um sorriso tranquilo desenhado no rosto dele.— Você não dormiu? Perguntou ela, ajeitando-se na poltrona.— Não. Respondeu ele, baixando o tom de voz. — Fiquei só te olhando... não me canso de te olhar.— Pare com isso. Ela disse, sem jeito, sentindo o rosto esquentar.O avião fez um pequeno solavanco ao tocar o solo, e Amália instintivamente agarrou o braço da poltrona. Glauco pousou a mão sobre a dela, firme, como se dissesse sem palavras: estou aqui, não há o que temer.Quando a porta se abriu, Glauco desceu primeiro. No topo da escada, parou por um instante e então viu duas figuras conhecidas. Laerte e Natália os esperavam logo à frente, sorrindo.Amália, sem entender por que ele havia parado, surgiu logo atrás.— O que foi? Perguntou, curiosa.— Não sei... M
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