MELINAO olhar de Amarok queimava meu rosto e meu corpo inteiro, da cabeça aos pés. Eu ainda estava próxima dele, o perfume bruto da sua pele quente invadindo os meus sentidos, como se me chamasse para mais perto dele e para tocá-lo. Sorri com atrevimento, inclinando o rosto para o lado, provocando-o com leveza e com a certeza de que, mesmo com cicatrizes, mesmo prisioneira, eu ainda poderia ser esperta e forte.Ele se moveu rápido, feroz, e quando percebi já tinha sido empurrada contra a parede de madeira com força e com o corpo grande dele dominando o meu. As mãos dele seguravam meus pulsos acima da minha cabeça e o peito dele arfava de puro desejo contido, enquanto eu só sabia arrancá-lo e espirar ofegante.— Não brinque com fogo se tiver medo de se queimar, pequena humana — ele disse com a voz rouca, carregada de sombra, e seus olhos vermelhos brilhando em um alerta silencioso. Não desviei o olhar, muito menos tremi, mesmo quando o medo ainda estava entalado e disfarçado na min
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