O sol da manhã seguinte parecia zombar de mim. Cada raio que atravessava a janela da biblioteca lembrava o que eu havia feito na noite anterior. O corpo ainda carregava a memória do toque de Skye, mas a mente estava em guerra. Eu precisava esconder, precisava fingir que nada havia acontecido. Fenrys, porém, era diferente. Ele me observava com aquele olhar afiado, desconfiado, como se pudesse ver além da minha pele. Durante o treino de escudos mentais, sua voz foi mais dura que o normal. — Concentre-se, Kallista. Sua mente está aberta demais. Qualquer um poderia invadir. Engoli seco, tentando erguer as barreiras, mas cada vez que fechava os olhos, via Skye. O beijo, o corpo, a entrega. E isso me fazia falhar. Fenrys suspirou, irritado. — Você está escondendo alguma coisa. — disse, sem rodeios. — Não estou. — respondi rápido demais, e percebi o erro. Ele se aproximou, os olhos verdes fixos nos meus. — Ontem à noite, você sumiu. Não estava com Zara, nem com seus avós. E quando voltou
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