Seamus O’Connor estava cada vez mais obcecado.Nos últimos quatro dias, ele me chamava para o camarote dele quase todas as noites. Não bastava dançar no palco principal — ele queria me ter só para si. Queria me tocar, me exibir, me quebrar devagar. Eu sorria, dançava, fingia prazer, mas por dentro eu contava cada segundo até poder voltar para o quarto, que era minha prisão dourada.Naquela noite, o clube estava lotado. A música era mais pesada, as luzes mais vermelhas. Seamus estava sentado no sofá de couro preto do camarote, pernas abertas, um copo de uísque na mão. Eu dançava só para ele, corpo colado ao pole, correntes douradas tilintando contra minha pele.— Mais devagar, bonequinha — ordenou-o, com voz rouca. — Quero apreciar cada centímetro.Eu obedeci, reduzindo o ritmo, arqueando as costas, deixando o cabelo cair sobre o rosto. Meus olhos, porém, procuravam outra coisa.Killian.Ele estava encostado na parede do fundo do camarote, braços cruzados, observando tudo. Seu olhar er
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