O clube “The Black Pearl” era um inferno disfarçado de paraíso.
Luzes vermelhas pulsavam no ritmo da música pesada, corpos seminús se contorciam em gaiolas suspensas, e o ar cheirava a suor, perfume caro e medo. Eu estava no centro do palco principal, vestida apenas com um conjunto de lingerie preta transparente e correntes douradas que Seamus O’Connor mandara colocar em mim. Meus movimentos eram lentos, provocantes, exatamente como ele exigia. Cada giro do quadril, cada arqueamento das costas,