— Hum, está uma delícia esse macarrão — digo, tentando afastar os pensamentos que insistem em me invadir. — Verdade, mas o da dona Selina ainda ganha — responde ele, com um sorriso pequeno. — Nossa, desculpa! Eu tinha me esquecido o quanto a comida da sua mãe é saborosa — falo, sorrindo enquanto passo o guardanapo pelos lábios. Depois de terminarmos o vinho e a refeição, David paga a conta. Voltamos para o carro em silêncio. Dentro do veículo, a tensão inicial se dissipa aos poucos, deixando um conforto familiar entre nós. A viagem de volta é tranquila. Quando o carro para em frente ao meu prédio, respiro fundo. — Pensei em você subir e tomar a última taça de vinho comigo — digo, olhando para ele com o coração acelerado. David abaixa a cabeça e passa a mão no rosto. — Acho melhor não… É muito recente. — É só uma taça, David — insisto, a voz quase suplicante. Ele hesita por longos segundos, depois suspira. — Ok. Só uma taça. Entramos no elevador lado a lado. No apartamento, a
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