Clara Acordei com o sol batendo direto no meu rosto como um holofote de interrogatório. Pisquei, tentando me situar. Esse… não era o meu quarto. O teto era mais alto, o lençol mais macio e com cor escura, e o travesseiro tinha aquele perfume amadeirado com um toque inconfundível de “parabéns, Clara, você se meteu numa enrascada”. Meu cérebro apertou o play no filme da noite passada. E, em resposta, afundei o rosto no travesseiro. Sim, eu tinha feito aquilo. Me entreguei. De corpo, alma… e talvez, coração. — Meu Deus… eu fiz mesmo isso? — murmurei para ninguém. E fiz. Com Dante. O homem mais complicado, instável, lindo, perigoso e completamente irresistível que já apareceu na minha vida. O pior? Não me arrependia. Nem um pouco. Fechei os olhos, e o toque dele voltou como se ainda estivesse marcado na minha pele. Os beijos, os arrepios, os sussurros, a forma como ele me olhava. Era como reviver tudo. Claro, menos a parte de acordar nua numa cama estranha com o protagonista do meu p
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