Marcos
Eu estava encostado na parede da sala, com o café frio na mão e a cabeça latejando. Não sabia se era falta de sono ou o nó que se formava no meu estômago desde a noite passada. A noite inteira acordado, procurando por Clara, tinha deixado um peso no corpo, mas o que realmente me matava era o medo.
E quando a porta finalmente abriu e ela apareceu… meu corpo reagiu antes da minha mente.
Clara.
Não foi o alívio que eu senti primeiro. Foi raiva.
Raiva por ela ter sumido sem dar notícias.