O fim de semana tinha tudo para ser perfeito. Uma pousada charmosa no interior, rodeada de árvores que sussurravam com o vento, um lago refletindo o céu limpo e, claro, Marcos, com aquela barba por fazer que eu fingia não reparar, mas que secretamente me fazia pensar em coisas que definitivamente não eram santas. Já estávamos juntos oficialmente. Um mês intenso, colado um no outro, rindo, brigando por coisas bobas e... fazendo amor como se o mundo fosse acabar a qualquer momento. Desde a noite antes do atropelamento, era como se não conseguíssemos mais ficar longe. Naquela manhã, estávamos na varanda da pousada, sentados lado a lado, dividindo um café e um pedaço de bolo de laranja. Marcos tinha um jeito de olhar pra mim que fazia o resto do mundo sumir. — Sabe, eu pensei em a gente estender a estadia — ele disse, cruzando uma perna sobre a outra e me oferecendo um sorriso preguiçoso. — A gente poderia ficar aqui por mais uns dias, só nós dois. Sorri, mas ao mesmo tempo senti o es
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