A rotina com Marcos já tinha se encaixado de um jeito que quase parecia natural. Nos dias em que eu dormia na casa dele, saíamos juntos para o trabalho. Lá dentro, éramos apenas colegas pelo menos, para quem olhava de fora. Mas, entre relatórios e reuniões, havia aqueles olhares rápidos, silenciosos, que diziam mais do que qualquer palavra.
Quando o expediente acabava, ele me levava até a faculdade. No caminho, perguntava sobre as aulas, sobre os professores, e eu respondia tentando ignorar o j