Só teu!  Volume II da trilogia Doce Desejo

Só teu! Volume II da trilogia Doce DesejoPT

Yana Shadow  concluído
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Resumo
Índice

A dor da separação era insuportável. Doutor Bittencourt sentia-se incapaz de superar mais uma derrota. No auge do sofrimento, o neurocirurgião e CEO decide lutar e procurar pela esposa que foi embora grávida e com um filho pequeno. O que o ser humano é capaz de fazer para reconquistar o amor e a confiança da pessoa amada? Só o trauma do fim fará com que as mudanças aconteçam, mas desta vez, o caminho de volta não será fácil. O livro Só Teu é volume 2 da trilogia Doce Desejo. Este romance conta a história de um casal que viveu um tórrido relacionamento, porém algumas pessoas são contra esse amor e farão de tudo para mantê-los separados. ʕ•́ᴥ•̀ʔっ Boa Leitura! ♡

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Apresentação
Só teu! Volume 2 da trilogia Doce Desejo. Por Yana Shadow Copyright © 2.021 por Ana Paula P. Silva   Este livro é uma obra de ficção. Todos os personagens, os lugares e acontecimentos descritos nesta obra foram criados pela mente da autora. Toda e qualquer semelhança com nomes, datas ou acontecimentos é apenas uma mera coincidência.   Capa: Ana Paula P. Silva Revisão: Heloísa Braga, Mestra em Língua Portuguesa e em Literatura Brasileira.   Todos os direitos reservados, nenhuma parte deste livro poderá ser utilizada ou reproduzida sob quaisquer meios existentes sem a autorização da escritora.   Só Teu! Volume 2 da
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Prólogo
Rio de Janeiro Setembro de 2010.   O sol raiou por entre algumas nuvens enquanto o vidro da janela embaçava com o hálito quente das respirações aceleradas. Ricardo estava exausto, aquele era o quinto dia em que entrava na UTI neonatal para saber o estado de saúde dos netos, mas não conteve a dor que cresceu no peito, por entre soluços e choro, ele lamentou-se pelo sopro de uma vida que se foi.  Olhou mais uma vez para aquele ser tão pequeno e frágil na incubadora e desviou o olhar para a mulher alta e de cabelos grisalhos que adentrou o ambiente frio e impessoal. ― Precisamos contar ao Alexander! ― falou a voz pesarosa ao fixar os olhos em Sophie. Ricardo tirou um lenço de linho azul do bolso e enxugou as lágrimas que teimavam rolar pelo rosto ma
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Capítulo 1
  Rio de Janeiro, Brasil. Setembro de 2015   Por alguns dias, Alexander correu por quilômetros na areia da praia. Nadou no mar e chorou. Depois de sete dias lutando contra as armadilhas da mente, ele passou mais tempo se exercitando na musculação e trabalhou mais do que nunca. Contudo, o sentimento devastador prevaleceu.  Em uma tarde chuvosa, ele ajeitou a haste prateada dos óculos, podia ouvir as batidas suaves da chuva fina contra o vidro enquanto lia a carta do pedido de demissão de Nicole.  Ele tirou o telefone do gancho e ligou para um número que não existia mais. Bateu o telefone com força e olhou para a porta com uma fisionomia inescrutável. ― Entre! ― Com l
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Capítulo 2
O sol mergulhava no horizonte e terminava mais um longo dia no entardecer primaveril. Nicole arrumou o quarto do apartamento de Lana na zona sul do Rio de Janeiro, fechou a persiana em tom bege e acariciou a barriga que começava a tomar forma no tecido leve do vestido verde florido. Fazia alguns dias que Nicole não via Alexander e, por mais que fosse difícil recomeçar a vida em um lugar completamente diferente, ela enfrentava um dia de cada vez. Nicole estava consciente que demoraria algum tempo até ter um sentimento mais positivo em relação a mais uma separação. ― Mamãe, cheguei! Alex entrou no quarto com os cabelos molhados e com um pouco de areia. ― O tio David me ensinou a surfar. ― Um sorriso cruzou o rosto meigo e infantil. ― Foi o melhor aniversário da minha v
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Capítulo 3
Alexander pousou a mão entre o pescoço e o ombro depois de se levantar, tirou os óculos e respirou fundo. Por mais que se sentisse frustrado com a situação, não pretendia descarregar a fúria em cima da mãe de seus filhos. ― Eu queria poupar você. ― O tom de voz suavizou enquanto ele explicava. ― Escondi todas aquelas coisas para te proteger. ― Proteger? ― indagou Nicole ao erguer os olhos amendoados. ― Alexander, você mentiu para mim! ― Eu omiti! ― Escorregou os dedos esguios pelo cabelo. ― Os segredos e as omissões sempre machucam alguém ― murmurou Nicole. ― Eu confiei em você. Estou decepcionada! ― Não era a minha intenção! Ele sentou próximo a Nicole, segurou a mão direit
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Capítulo 4
O rosto másculo tinha uma feição estranha ao vasculhar os olhos de Nicole. ― Sim, você é minha! Ainda somos casados. ― Meu advogado entrará em contato para assinarmos os papéis do divórcio. Eu não quero nenhum centavo do seu bolso ou da sua família. Logo eu vou para a minha casa e você poderá visitar os nossos filhos. ― Nicky, você não vai levar os meus filhos para aquela casa caindo aos pedaços. ― Alexander se aprumou ao falar um pouco mais alto. ― Nós vamos para a nossa casa. ― Eu não vou, Alexander! ― Ergueu o queixo. ― Muito bem! Eu vou tomar as providências cabíveis para reaver a guarda dos meus filhos. ― Pegou o copo e terminou de beber o suco. ― Eu sou tutor do Alex. Já que você se recusou a receber a herança dele
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Capítulo 5
No dia seguinte, Nicole ajeitou as ondas que se formavam nas pontas dos cabelos, avaliou o look no espelho, ajeitou a blusa sem manga, mais solta, na cor verde, combinando com a calça social preta e seguiu para a mesa do café da manhã. Jenny sentou-se à mesa, tomou uma aspirina e o café expresso que Lana serviu. Nicole beijou o filho na testa e estudou o rosto da amiga que levava a mão ao topo da cabeça. ― Que dia lindo! ― falou um pouco mais alto. ― Não é mesmo? ― Não precisa gritar! ― Jenny apertou os olhos. ― Dormiu bem no sofá? ― Nicky, vai ver se eu estou na esquina. Lana se aproximou e colocou o prato com dois ovos estrelados e alguns pedaços de bacon
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Capítulo 6
O carro prata se aproximava da passarela três da Avenida Brasil, Alexander fez uma curva e estacionou logo que achou uma vaga. Ficou ali parado no automóvel e refletiu sobre o que estava prestes a fazer. Respirou fundo e saiu do carro. Durante o tempo em que caminhou até o local combinado, ele parou em uma floricultura e pediu que a atendente montasse um buquê de girassóis. Satisfeito, pegou o ramalhete e seguiu até o local marcado sem pegar o troco. De longe, ele contemplou o vestido preto na altura do joelho que valorizava as curvas generosas. Os cabelos voavam a favor da suave brisa que batia contra o rosto, os óculos espelhados escondiam os olhos marejados. Uma mulher de estatura mediana o esperava em frente a um enorme portão de grades com uma enorme placa com a descrição "Memorial da Saudade".   — Você está bem? — Os dedos esguios acariciavam o rosto dela e enxugou uma lágrima que rolou na pele macia. — Desculpa por fazer você passar por isso.
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Capítulo 7
Em casa, Nicole fez um coque no alto da cabeça e, em seguida, ligou a cafeteira para fazer o café. Embora o dia estivesse nublado, o dia parecia mais abafado. Alexander esperava o filho chegar do passeio com o avô para se despedir. Ele enviou uma mensagem e encaminhou-se até o pequeno muro revestido de cerâmica verde-água que separava a sala da cozinha. Ela despejou o líquido preto nas xícaras e sentiu os braços torneados por músculos envolvê-la. ― Eu não vou te deixar sozinha, eu prometo! — Segurou-a pela mão, girou para si e a segurou nos braços. — Eu quero você! Levantou-lhe o queixo com o dedo indicador e sentiu a textura enquanto acariciava os lábios curvos. Encostou os lábios contra a testa de Nicole. Ler mais
Capítulo 8
As cores delicadas nos tons de verdes traziam uma sensação de tranquilidade e aconchego no ambiente com móveis de madeira no consultório de ginecologia e obstetrícia. Jenny olhou para uma das paredes no canto onde a luz ampliava a sensação de segurança e valorizava a decoração. Ela ajeitou um dos quadros com aquarela em cores quentes de algumas borboletas que voavam em volta de uma gestante e se afastou para avaliar. As batidas na porta tiraram sua concentração. ― Entre! ― Ajeitou o jaleco branco. ― Com licença! ― Franziu o cenho ao mirar os olhos de Jenny. ― Precisamos conversar. O homem com a postura intimidadora se empertigou ao atravessar a porta. ― Tenho alguns minutos ante
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