Naomi - Sob a Mira do Destino

Naomi - Sob a Mira do Destino PT

Katherine C. De Almeida  Em andamento
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Resumo
Índice

A história pode conter cenas e acontecimentos fortes e sensíveis para algumas pessoas. Caso tenha problemas com agressões, abusos sexuais, tortura e assassinato, recomendo que não leia. Caso não, fique à vontade e curta a leitura. *┡━┈┈┈━ﻬೄೊﻬﻬೄೊﻬ━┈┈┈━┩* Um casal perturbado pelo destino, ou seria por Andrew Noah? Pai de Naomi Benedict? Que não permite que sua filha siga a vida longe do terror que ele criou e que guarda um segredo que mudaria completamente o destino da jovem? Steve Ryan é um jovem encantador, que ao cruzar seu caminho, fará de tudo para quebrar a maldição que o Destino colocou na vida de Naomi, deixando-a amarga e sem vida. Eles serão capazes de enfrentar o todo poderoso Andrew? Encarar o Destino de frente e fazer sua própria história? Ou nem mesmo o amor será capaz de abalar todas as barreiras postas sobre eles? LIVRO 1 DA SÉRIE DESTINO Capa feita: @KathySeraph

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Capítulo 1: Um pequeno esbarrão
Naomi Benedict desfilava com sua bota alta acima do joelho e moletom cinza, pelo seu shopping preferido em Bristol, quando de repente esbarrou com um jovem de olhos castanhos, cujo nem o inexplicável universo poderia explicar tamanha beleza.— Esqueceu os óculos de grau em casa, gracinha? Ela fitou-o por longos segundos. Depois piscou rapidamente e deixou que um desdenhoso sorriso formasse em seus lábios. — Eu enxergo tão bem quanto você, usando esses óculos falsos. A Convenção de nerds fica do outro lado da cidade, sabia? — Olha garota, pra sua informação, tem muitas vantagens em ser nerd. E você nem queira imaginar quais são. Um sorriso que deixou Naomi perturbada surgiu nos lábios do jovem de beleza inconfundível. Ele voltou a andar, deixando ela mais intrigada e com cada célula do corpo em alerta. Os olhos cinzas reluziam como a prata, enquanto ela observava ele caminhar. Até mesmo seus ombros eram perfeitamente a
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Capítulo 2: Coincidência ou Destino?
Primeiro ela passou o resto da manhã dançando como louca em seu quarto. Precisava extravazar e tirar toda a tensão acumulada em seu corpo. Depois foi até a academia na mansão e descontou sua raiva descontrolada em um saco de areia. Pouco depois do meio-dia ela saiu e foi até a casa de uma amiga, Amy, que tinha vindo há poucos meses dos Estados Unidos para tentar inovar a carreira de fotógrafa. — Muito ocupada senhora Stone?Ela disse tirando os óculos e com um sorriso zombeteiro. Amy balançou a cabeça e a puxou para dentro de casa. — Pra você? Nunca! O que a princesa das corporações Noah deseja em meu humilde lar? — Provocar um pouco o senhor Noah e fugir do tédio.— Seu desejo é uma ordem. Elas riram e começaram a conversar sobre trivialidades. Naomi fazia qualquer coisa para fugir de Andrew e sabia que sempre podia contar com Amy. Ela permaneceu na casa de Amy por longas horas. Voltou apenas perto da meia-noit
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Capítulo 3: O Trabalho
Naomi ansiava pela chegada do motorista. Odiava estar daquele jeito, sentindo-se como uma adolescente idiota a espera do grande amor.Seu quarto havia sido todo arrumado e o material para o trabalho providenciado. Ela sabia que tinha de manter distância de Steve. A professora mencionara seu nome e não foi difícil encontrar mais informações sobre ele, não com o sistema que tinha. Não havia muitas coisas, apenas que ele trabalhava em uma lanchonete, pagava o curso com o trabalho e ajudava sua mãe a criar os irmãos gêmeos de 12 anos, e o irmão mais velho tinha conseguido uma bolsa para estudar em Londres e passava maior parte do ano lá. Com certeza era mais do que ele sequer poderia saber sobre ela. Claro que se fizesse o mesmo iria descobrir que ela era filha de um dos homens mais importantes e influentes do mundo, não apenas da Inglaterra. A Noah Empreendimento tinha um número de filiais maior do que ela poderia contar, e não era novidade que
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Capítulo 4: A Tempestade
Ryan demorou pelo menos meia hora em uma única página. Ele não estava conseguindo se concentrar de nenhuma forma. Achar as palavras em espanhol que eles ainda não conheciam era fácil, o problema estava em saber o que escrever. Em conseguir tirar toda a cena recente com Naomi da mente, inclusive seu jeito de rir. Mesmo com ela ao seu lado praticamente, ele buscava a imagem dela sorrindo, só pra sentir o coração palpitar de novo. E quando olhava para o lado, lá estava ela, lindamente concentrada no que estava fazendo, como se o mundo tivesse parado, o frio não fosse tão frio, o céu não fosse tão escuro, o tempo não fosse o tempo, e restasse apenas os olhos brilhantes e cabelos esverdeados próximo a ele, com a cabeça baixa e a concentração ao máximo.— Vai escrever ou não? Não ouço o barulho das teclas.Ele olhou pra tela e coçou a nuca, levemente constrangido.— Eu não estou conseguindo. Seu mistério está me matando. Eu não consigo entender porque me odei
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Capítulo 4: A Tempestade
Ryan demorou pelo menos meia hora em uma única página. Ele não estava conseguindo se concentrar de nenhuma forma. Achar as palavras em espanhol que eles ainda não conheciam era fácil, o problema estava em saber o que escrever. Em conseguir tirar toda a cena recente com Naomi da mente, inclusive seu jeito de rir. Mesmo com ela ao seu lado praticamente, ele buscava a imagem dela sorrindo, só pra sentir o coração palpitar de novo. E quando olhava para o lado, lá estava ela, lindamente concentrada no que estava fazendo, como se o mundo tivesse parado, o frio não fosse tão frio, o céu não fosse tão escuro, o tempo não fosse o tempo, e restasse apenas os olhos brilhantes e cabelos esverdeados próximo a ele, com a cabeça baixa e a concentração ao máximo.— Vai escrever ou não? Não ouço o barulho das teclas.Ele olhou pra tela e coçou a nuca, levemente constrangido.— Eu não estou conseguindo. Seu mistério está me matando. Eu não consigo entender porque me odei
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Capítulo 5: O início de um recomeço?
— A que devo a honra da ligação de minha estimada filha?Andrew estava com um charuto cubano entre os dedos e uma mulher em seu peito, quando atendeu ao telefone. Ele tinha um quarto ao lado do escritório e requisitar uma funcionária para seus prazeres não era difícil.— Trouxe um colega de classe para fazer um trabalho, pela manhã. Mais graças a tempestade ele não pode ir embora.Andrew sentou na cama e deixou seu charuto na mesa de cabeceira ao lado. — E só agora me fala isso? Você por acaso não trouxe nenhum namoradinho, trouxe? Sabe o erro que isso seria. Eu teria que matá-lo com minhas próprias mãos para mostrar o quanto sua tolice lhe custou.Naomi respirou fundo e sentou na cama. Só de pensar em Steve nas mãos de Andrew seu corpo tremia. — Ele é apenas um colega de trabalho. Está no quarto de hóspedes, pode conferir com seus empregados. A tempestade não permite que nem mesmo Andrew Noah saía de seu glorioso Castelo, por que eu m
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Capítulo 6: Uma conversa amigável
Naomi sentou na cama com as pernas de índio e Steve sentou na cadeira do computador, prestando atenção em cada palavra e em como ela explicava pacientemente e detalhadamente cada tema. Ele reparou em como ela tirava o cabelo do rosto para falar, como passava a língua nos lábios depois de falar durante vários minutos sem parar, em como ela piscava várias vezes quando sentia que a empolgação ia tomar conta dela e dominá-la.Para Ryan, aquilo foi como senti-la. Perfurar qualquer centímetro que seja da muralha era uma evolução que ele queria comemorar. Naomi estava se tornando algo especial, não era como correr vários metros em determinados segundos para se sentir realizado com o desafio, ou como aprender uma música nova em um único dia e cantá-la no outro, ela era uma pessoa com sentimentos, para a surpresa de alguns. Mas sentimentos tão profundos e obscuros que o risco para quem deseja mergulhar não pode ser medido. Porém Ryan estava disposto. Havia algo
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Capítulo 7: Uma trégua afinal
Ryan ficou parado, sentado na cadeira, sem compreender. Ela parecia ter gostado do toque. Na verdade, podia sentir que ela gostara. Mas quando ele se afastou por alguns segundos, ela se fora. Havia algo de muito errado que ele tinha de descobrir. Só não fazia ideia de como e nem por onde começar.***Naomi se trancou no quarto e soltou a respiração pesada. Seu coração acelerou e parecia querer esmagar seu peito. Suas mãos tremiam assim como suas pernas não a sustentavam mais. Nenhum outro homem a tocara e aquilo era perturbador. Naomi não conhecia aquilo que Ryan tinha feito. A delicadeza do movimento, o toque sútil, os olhos brilhando com a chama do desejo se transformando.Ela tomou um longo banho, onde deixou as águas banharem seu corpo e lavar sua alma com lentidão e profundidade.Naomi não podia ceder. De forma alguma, devia se render ao sentimento que brotava em seu peito. Ela sabia o mal que isso faria na vida de Steve. O perigo q
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Capítulo 8: O começo de uma amizade
— Andrew costumava dizer que eu era igual a ela, talvez por isso...Ela disse de repente, se virando lentamente logo após não concluir a frase.Naomi ainda segurava a xícara de chocolate quente com firmeza. As gotas de chuva que molhavam a janela de vidro eram como cada lágrima que ela já derramou.— Talvez por isso o quê?— Bem, meus cabelos eram iguais e os olhos também.— Dona Lucy tinha cabelo verde?Ela balançou a cabeça, com um sorriso contido.— Não seu idiota, era preto. Meu cabelo é preto, só está pintado de verde escuro. Dá pra perceber pela raiz.— Achei que era um novo tom de verde.Falou despreocupado. Os braços cruzados sobre o peito firme.— Você é um idiota mesmo.Desta vez ela sorriu, mas virou o rosto para que ele não visse. Steve tinha certeza que podia ver uma sombra de sorriso curvada em seus lábios, mesmo que ela tentasse esconder.Ela até poderia negar, mas ele estava ciente da
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Capítulo 9: Volta pra casa
Steve percebeu o olhar de Naomi para a janela e também notou a calmaria que o tempo estava absorvendo. Quase não parecia que chovia com uma intensidade impressionante nas últimas horas. — Parece que não terá de me aturar por muito mais tempo.Ela se virou, com um sorriso contido.— Foram horas interessantes, admito.— Espero que possamos repeti-la sempre.— Receio que não.Ela olhou mais uma vez a janela e soltou um suspiro longo.— Acho melhor ir. Andrew vai chegar logo.— Tem medo que seu pai me encontre aqui?— Tenho, mas não por mim.— É por mim ? Naomi revirou os olhos e voltou-se para a janela. A chuva cada vez menos intensa.— Melhor ir Steve. Ele assentiu, com um leve sorriso no canto dos lábios. Não precisava de resposta, de alguma forma estranha, ela se preocupava com o que aconteceria com ele caso seu pai chegasse. Ele não fazia ideia do que Andrew poderia fazer, mas preferiu n
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