POV LEONARDO.
Eu bati na porta do escritório do meu pai e entrei sem esperar permissão. O ambiente era sombrio, com a luz do fim de tarde entrando pelas persianas. Meu pai não estava lá — ele já devia estar a caminho do aeroporto com minha mãe. Mas Victor (Mago) estava.
Ele estava de pé, encostado na parede, os braços cruzados, o rosto uma máscara de culpa e cansaço. Parecia que não dormia há duas semanas, e a cena na Bahia o tinha quebrado de vez.
Eu me sentei na grande cadeira de couro atrá