Capítulo 107 — Ecos da Verdade
O vento cortava o silêncio da madrugada.
A tempestade havia cessado, mas o céu ainda carregava nuvens densas, escondendo o brilho da lua.
No alto de um penhasco, uma pequena cabana abandonada servia de abrigo para Helena e Miguel.
A madeira úmida rangia com o peso da noite, e o ar frio entrava pelas frestas das janelas.
Helena estava sentada diante da lareira, observando as chamas vacilantes.
O fogo lançava sombras dançantes sobre seu rosto cansado, marcado por fe