Dante caminhou pelo corredor até a janela que dava para o pátio.
Lá embaixo, Oton falava ao telefone, contido, a porta do carro aberta. Dante observou quando ele entrou no veículo e o carro seguiu pela alameda de pedras, afastando-se lentamente.
Ficou parado por alguns segundos, pensativo.
Depois voltou para o quarto. Tomou banho, o corpo ainda um pouco aceso do encontro com Angeline, mas a mente já em outro lugar, no que ela havia dito.
Saiu do quarto vestindo uma calça jeans e uma camiseta preta, levemente colada ao corpo.
— E então? Já terminaste? Ele brincou ao vê-la. As paredes eram altas, o cômodo amplo; era evidente que ela não conseguiria terminar tudo em um único dia.
— Acho que vou ter que me esforçar mais se quiser almoçar hoje, ela respondeu, no mesmo tom leve.
— Talvez… Dante sorriu. — Ou talvez exista outra coisa que você possa fazer para garantir seu almoço.
Angeline riu enquanto arrumava os materiais.
— Vou estar na cozinha. Disse ele, deixando-a enquanto ela fechava a