Dante saiu de Verona em direção a Milão.
No caminho, o telefone tocou. Ele lançou um olhar de canto e um leve sorriso percorreu seus lábios. Deixou que chamasse, uma, duas, várias vezes, até que o som se silenciasse.
Satisfeito, ligou o rádio. Volare preenchia o carro, e ele seguiu cantando baixo, algumas lembranças do pai surgindo em sua mente.
Na mansão, depois de falar com Oton e vê-lo sair, Angeline sentou-se à mesa da cozinha e tomou o café em silêncio. Pensava.
Quando chegara ali pela primeira vez, Oton parecera gostar dela. Agora, embora não tivesse sido rude, deixara claro que não a queria com Dante. Perguntou-se se aquilo era consequência da fuga… um teste?
Comeu quase de forma mecânica, sem perceber o sabor das coisas.
Arrumou a cozinha, repassando mentalmente tudo o que acontecera nos últimos dias. Dante estaria à sua procura… ou desistira dela depois do que fizera? A cidade comentava?
Isso pouco importava. O que realmente a preocupava era Marco. Ele não era do tipo que dei