Com a discrição de sempre, Oton abriu a porta de trás do carro para Angeline. Ela entrou e ficou olhando para a estrada.
Quando chegaram, ele dirigiu pelas ruas movimentadas.
— Onde você quer ir primeiro? Ele perguntou, sem se virar.
— Não sei… não conheço muito bem Milão.
Oton assentiu, abriu o porta-luvas e tirou um cartão de crédito preto, muito parecido com o que ela vira com Dante quando foram a Liège.
Ele estendeu o cartão para ela.
— Compre o que quiser.
— O que quiser? Posso comprar um carro novo para Dante?
— Sim, pode… Oton disse, rindo. — Mas ele não precisa de um carro novo.
Ele procurou um lugar para estacionar. Quando parou, Angeline, que colocara o cartão no bolso da calça, desceu antes que ele abrisse a porta para ela.
Ele ficou parado próximo ao carro.
— Você não precisa me acompanhar. Sei que homens não gostam de compras, e também não vou demorar.
— Fique à vontade. Não tenho nada para fazer. Oton respondeu.
Angeline entrou em uma galeria de lojas, andou olhando as