Dante entrou no quarto que Edoardo sempre deixava reservado para ele. Fechou a porta atrás de si, tirou o celular do bolso e seguiu direto para o banheiro. Pendurou a roupa no gancho e, antes de qualquer coisa, ergueu os olhos para a tela e para o espelho.
O reflexo devolveu um homem que ele mal reconhecia: olhos injetados de raiva e cansaço, a mandíbula travada, respingos escuros ainda marcando o colarinho da camisa branca, amassada e ensanguentada.
Aborrecido, largou o celular sobre a bancada