Angeline se sentia leve, como se o próprio corpo tivesse sido esquecido em algum lugar distante. Ainda assim, o coração pesava, comprimido por uma angústia sem nome. Tudo ao redor se desfazia em contornos imprecisos, como uma paisagem vista através de um vidro em movimento.
Ela estava em uma estação.
O chão era amplo, gelado. Trilhos se estendiam em direções opostas, perdendo-se na névoa. Trens passavam em alta velocidade, tão próximos que o vento os fazia vibrar, mas sem jamais parar. Nenhum d