Renata
Abri a porta ainda sorrindo, com o som distante da festa ecoando na memória.
— Madrinha… cheguei.
O silêncio respondeu.
Dei dois passos para dentro e senti o ar da casa diferente. Pesado. Parado. Como se algo estivesse errado há tempo demais.
Então vi.
Ela estava caída no chão da sala, de lado, uma das mãos pressionada contra o peito, o rosto pálido demais, os olhos semicerrados.
— Madrinha! larguei a bolsa no chão e corri até ela.
Meu coração disparou, mas a mente entrou em modo automá