Renata
O relógio marcava quase seis da manhã quando a porta automática da recepção se abriu com pressa. Levantei o olhar no mesmo instante.
Moretti entrou com passos firmes, ainda de casaco, o cabelo levemente bagunçado, o olhar atento percorrendo o ambiente até me encontrar. Assim que me viu, veio direto em minha direção.
— Renata. disse, segurando meus ombros por um segundo. Respira. Me conta tudo.
Engoli em seco.
— Ela passou mal em casa… dor no peito, falta de ar. Trouxemos correndo. Fizera