Renata
O carro deslizava suavemente pela rua escura, mas a tensão dentro de mim era palpável, incendiária. Minhas mãos apertavam o volante, focado na estrada, mas a cada respiração eu sentia a presença dela ao meu lado. O fogo que havia começado no restaurante e escalado na rua não dava trégua.
— Rafa, por favor, para o carro A voz dela era um sussurro rouco, quase um lamento.
Respirei fundo, sem tirar os olhos da via.
— Não posso parar em qualquer lugar.
— Eu não estou aguentando mais ela