Rosângela
O carro seguiu em silêncio.
Mas não era um silêncio vazio.
Era calmo.
Quase… acolhedor.
De vez em quando, eu sentia o olhar dele em mim.
Rápido.
Discreto.
Como se ele precisasse ter certeza de que eu ainda estava ali.
E, pela primeira vez…
eu não desviei.
Fiquei.
Ali.
Com ele.
Com a gente.
A cidade foi passando pela janela…
as ruas conhecidas…
os caminhos que eu já tinha feito tantas vezes.
Mas tudo parecia diferente agora.
Ou talvez…
fosse eu que estivesse diferente.
Quando o carro