Eu acordei decidida.
Peguei uma vasilha e uma tampa de panela e subi as escadas como se fosse missão oficial.
Entrei no quarto sem bater.
Eu abri a porta pronta para fazer barulho.
Mas congelei.
Ele ainda estava dormindo.
De lado.
O lençol jogado na altura da cintura.
Sem camisa.
O peito marcado pelos pontos da cirurgia. As suturas ainda recentes, discretas, mas visíveis. A lembrança de que ele esteve na UTI não fazia tanto tempo.
E mesmo assim…
Ele era absurdamente lindo.
Quarenta e cinco anos