Ricardo tinha medo daquele silêncio sem fim, de esperar uma resposta que nunca viria, de sentir o corpo frio e rígido sob seus dedos.
Helena percebeu a dor e o apego expostos nos olhos dele.
O ciúme quase destruiu o pouco de controle que ainda tinha.
Ela cravou as unhas na palma da mão, usando a dor para se acalmar.
Quando falou, sua voz saiu ainda mais doce, entre lágrimas:
— Você ainda tem a mim. Eu vou ficar ao seu lado, como quando éramos crianças. Olhe para mim...
Ricardo pareceu não ouvi