O quarto estava escuro, a única luz vindo da tela do celular que eu segurava com dedos trêmulos. Já era quase madrugada, e o silêncio da casa era tão pesado que eu conseguia ouvir o próprio sangue pulsando nas minhas têmporas. A imagem de Ângelo, naquela noite, ainda estava gravada na minha retina, tão vívida quanto se tivesse acontecido há apenas alguns minutos. Mas já se passara um mês. Um mês de ausência, um mês de pesadelos, um mês de um vazio que me consumia por dentro.
Mimha irmã mavie ,