O ronco do motor era o único som que quebrava o silêncio daquela fuga desesperada. A imagem de Sofia, emaranhada em meus lençóis, ainda me assombrava. Seu corpo colado ao meu, a entrega completa, o grito apaixonado – “Eu te amo!” – ecoava na minha mente como um insulto à minha razão. Não podia, não devia. Roxana, o acordo, o futuro da família... tudo isso pesava mais que qualquer desejo passageiro.
A velha ponte, meu refúgio solitário, oferecia apenas um breve respiro. A água escura refletia a