Clara acordou com a sensação de que a noite não tinha passado de verdade.
O corpo estava pesado, a cabeça lenta, como se o descanso tivesse sido interrompido antes mesmo de começar, e por alguns segundos ela permaneceu imóvel, encarando o teto enquanto tentava reunir alguma clareza que não vinha.
Virou o rosto devagar.
Vinícius dormia ao lado, a respiração estável, o corpo relaxado de um jeito que contrastava com o estado dela, e a luz fraca que atravessava a cortina desenhava contornos suaves