Vinícius despertou lentamente. A dor de cabeça forte veio antes mesmo de abrir os olhos. Por alguns segundos, permaneceu imóvel no sofá, tentando reconhecer o teto acima. A manta sobre o peito e o aroma de café vindo da cozinha trouxeram as lembranças da noite anterior em uma avalanche: o galpão, Suzana, Leonardo, Clara, a fraude e o uísque. Ele soltou o ar devagar, frustrado, e passou a mão pelo rosto.
— Bom dia — a voz de Júlia o sobressaltou. Ela surgiu na entrada da sala com duas canecas fu