A voz de Apolo era um rugido baixo, mas que fez todos na cozinha congelarem.
— O que está acontecendo aqui? — Apolo repetiu, a voz perigosa e fria, fazendo o menino Ravid se encolher no abraço de Natali. — Ravid! Afaste-se dessa mulher! Agora!
O menino se assustou e soltou Natali, correndo para as pernas de seu pai, Leonel. Natali ergueu os olhos apenas para ver a fúria indisfarçável nos olhos de obsidiana de Apolo. Aquele olhar de desprezo e condenação era familiar, mas naquele instante, era carregado de uma violência inominável.
Apolo deu um passo à frente, sua presença dominadora e ameaçadora preenchendo o espaço da cozinha. Ele não olhou para Leonel, apenas para Natali.
— Para o seu quarto, Natali. Agora! E não se atreva a sair de lá até eu mandar!
O tom era de ordem, de chicote estalando no ar. O calor do abraço de Ravid se dissipou imediatamente, substituído por um frio de gelar a alma. Natali, humilhada e subjugada, apenas abaixou a cabeça. Ela não ousou responder ou pedir expl