Quando Natali acordou não se lembrava de ter sido tirada do jardim. O frio e o esgotamento a haviam mergulhado em um torpor além do desmaio. Ela sentiu apenas o choque de uma nova superfície, menos hostil que a lama. Quando a consciência retornou, ela estava em uma banheira, a água morna e medicada, e mãos gentis a limpavam da sujeira da noite.
Eram as mãos de Lucinha, cujos olhos estavam cheios de lágrimas silenciosas.
— Natali, minha menina. Pensei que ele a tinha... — a governanta não term