No outro lado da cidade, Afonso Maia parecia não acreditar no que estava acontecendo.
-- O quê? Como meus negócios estão arruinados? Como minha pequena fábrica de doces está coberta de insetos?
-- Papai, eu tenho certeza que isso tem a ver com Apolo Dias. Ele está revoltado com o que fizemos com ele. Até meus salões de beleza, foram cobertos de insetos, sem falar dos produtos de alto custo que foram trocados por produtos de qualidade inferior.
Gotas de suor desciam sobre a testa careca de Afonso.
-- Você tem razão, filha. Nós subestimemos Apolo Dias. Melina, precisa acalmá-lo. Ele está assim porque com certeza está louco por você. Passe uma noite com ele, apenas uma noite filha e ele vai se acalmar.
Melina bateu os sapatos no piso desbotado da fábrica de doces com indignação.
-- Não posso fazer isso. Tenho nojo daquele homem. Não consigo dormir com ele, pai. Por favor, não me peça isso.
Afonso se aproximou de Melina, a carranca enfurecida.
-- Eu sempre fiz de tudo por você, Melina. Es