Apolo
Ultimamente tenho andado extremamente irritado. Talvez seja o peso da idade — já passei dos trinta e ainda não encontrei a minha companheira. Meu irmão, Arthur, não parece se importar. Ele continua levando a vida de sempre: noites boêmias, rindo alto, cercado de mulheres que não significam nada. Para ele, isso basta. Para mim, não. Eu quero construir algo. Quero filhotes correndo pela casa, quero uma família.
Mas, mesmo que eu a encontre, sei que terei de dividi-la com Arthur. Somos gêmeo