Capítulo 219
Hugo Lindström
O hospital às seis da manhã tem um silêncio próprio.
Não é paz, é contenção.
O corredor branco refletia a luz fria dos painéis do teto enquanto eu caminhava em direção ao centro cirúrgico, jaleco já fechado, cabelo preso na toca, mente revisando mentalmente os passos da primeira cirurgia do dia. Procedimento simples. Programado. Controlável.
Era disso que eu precisava depois dos últimos dias.
Empurrei a porta de acesso restrito e comecei a higienizaç