Capítulo 111
Lucia Bianchi Strondda
Eu ainda estava com a roupa do galpão — sangue seco, cheiro de fumaça, escuridão grudada na pele. Aquilo não pertencia à minha casa. Não pertencia a nós.
Vinícius fechou as portas.
Soltei um suspiro longo.
— Eu preciso de um banho. — murmurei, já andando pelo corredor, e fui tirando a roupa ali mesmo.
Cada peça caindo no chão pelo caminho como se eu estivesse descartando pedaços do inferno que tinha acabado de atravessar.
Senti o olhar de