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Capítulo 159

Manuela Strondda

Eu ainda estava furiosa.

Não era aquela fúria que se resolve com um tapa na mesa ou uma palavra mal colocada. Era uma fúria espessa, grudenta, que se espalhava pelo corpo inteiro e se misturava com outra coisa que eu me recusava a nomear de imediato. Ele tinha me levado até o limite com precisão cirúrgica, me esticado até onde dava, e então, com a frieza de quem controla o tempo, tinha tentado me deixar despencar sozinha.

Aquilo me ofendeu mais do que qualquer mentira.

Se era isso que Hugo queria provar — que podia decidir quando eu subia e quando eu caía — então tinha conseguido apenas metade do plano. Porque o resto… o resto me deixou em combustão. Uma vontade quase física de fazê-lo entender que eu não funcionava assim. Que comigo, o jogo nunca termina quando o outro decide.

O corpo dele estava sobre o meu agora, e isso mudava tudo.

É claro que eu sentia o quanto estava louco por mim e não queria admitir.

— Que fogo você tem Itali
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