Khandra
Entrei na sala com as mãos tremendo. Por um instante, pensei que Zayd entraria comigo, mas quando percebi que a porta se fechou atrás de mim e ele ficou do lado de fora, senti algo próximo de alívio — e medo ao mesmo tempo. O silêncio parecia pesado demais.
Pensei nas ameaças. Pensei nas crianças. Pensei em quantas vezes eu havia ensaiado aquele momento e recuado por medo do que ele poderia fazer depois.
Pashir me observava em silêncio. Sahir também. Nenhum dos dois parecia apressado. Aquilo não era um interrogatório. Era um espaço de escuta.
— Recebemos a informação de que você pediu essa reunião — Sahir começou, com voz firme, mas controlada. — Falamos com Viyan. Sabemos que houve um episódio grave ontem. Estamos aqui para ouvir você. Antes de qualquer coisa, preciso que saiba: você está segura aqui. O seu marido não tem autoridade para interferir no que for dito nesta sala.
Meu coração batia forte.
— Eu só quero ir para casa — falei rápido, quase suplicando. — Quero ficar c